No dia 9 de dezembro, o Sindjud PE se reuniu com a Secretaria de Gestão de Pessoas(SGP) do TJPE; na pauta, o edital 003/2019 de remoção para o apoio especializado (analistas judiciários assistentes sociais, pedagogos e psicólogos) publicado no DJE de 05/12/2019.

O edital surpreendeu negativamente os servidores e servidoras que há anos aguardam pela oportunidade de sair de suas comarcas sem anuência dos juízes, o que, no caso do apoio especializado, se torna ainda mais difícil pela necessidade da vinda de outro profissional da mesma especialidade. Foram disponibilizadas apenas 4 vagas para pedagogo, 3 para assistente social e 3 para psicólogo, e apenas para a área da infância.

Na reunião, a gestão do Sindjud ressaltou a importância de ouvir o sindicato, que é instância representativa dos servidores, em vez de dificultar o diálogo, o que poderia ter evitado esse equívoco, pois o edital claramente não contempla as necessidades dos servidores que querem mudar de área, e não apenas de comarca.

Diante da mobilização e a pressão dos servidores, que se indignaram, o Sindicato conseguiu agendar a reunião, que resultou em edital de remoção complementar ao 003/2019.

O edital 004/2019 com três vagas para o Centro de Apoio Psicossocial (CAP) e cinco para as varas de violência doméstica e familiar, totalizando 8 vagas, é resultado da nossa luta. Sem dúvidas não foi a situação ideal (edital único com todas áreas de atuação do apoio especializado), mas diante do contexto foi o possível de conseguir para o momento.

O Sindjud PE está sempre atento às necessidades dos servidores e nunca deixa de buscar o melhor para todos, mesmo que as portas para o diálogo sejam fechadas. A publicação do edital diante da nossa cobrança só reforça que servidores unidos e articulados são mais fortes. O Sindicato continuará lutando por uma política de remoção institucional justa, com critérios objetivos e periodicidade definida, que possibilite a todos os servidores e servidoras um ambiente de trabalho saudável e a possibilidade de conciliar suas demandas pessoais e vida laboral, sendo tratados como pessoas e não como propriedade da instituição.

SINDJUD-PE
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