O Sindjud-PE participou, na data de ontem (14), da Marcha das Margaridas, em Brasília. A marcha ocorre a cada quatro anos e está em sua sexta edição. O nome “Margaridas” é uma homenagem à líder sindical paraibana Margarida Alves, assassinada em 1983 na porta de sua casa, na frente do marido e do filho, a mando de proprietários de terras que se sentiram incomodados com sua atuação sindical. Margarida dizia que “é melhor morrer na luta que morrer de fome”.
Com o lema “Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”, mais de 100 mil mulheres do campo, da floresta e das águas levaram sua pauta de reivindicações e protestaram contra a onda de retirada de direitos que tem afetado essas mulheres.


Movimentos urbanos também foram convidados a somar forças à Marcha; atendendo à convocação da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário- FENAJUD, o Sindjud-PE se juntou aos demais sindicatos, e as mulheres do judiciário marcharam também contra a reforma da previdência, que vai afetar profundamente a toda a população, mas promete ser ainda mais cruel para as mulheres.
A pauta de reivindicações das Margaridas está organizada em dez eixos, que tratam, por exemplo, de democracia, fortalecimento da participação política das mulheres, autonomia e autodeterminação dos povos, direito à terra, à água, a uma vida livre de violência, sem racismo e sexismo, direito à saúde, em defesa do SUS e contra a reforma da previdência.
O Sindjud-PE foi representado pela chefe do Departamento de Relações Intersindicais, Ana Carolina Lobo, que falou sobre a importância do movimento: ” ver tantas mulheres reunidas para lutar por seus direitos, na conjuntura adversa que temos hoje, foi um momento ímpar. Margarida Alves morreu, mas deixou muitas sementes, e elas floresceram nas milhares de Margaridas que se encontram aqui hoje, e que não permitirão que sua luta tenha sido em vão. As Margaridas estarão na resistência aos retrocessos”.